Sexta-feira, 27.06.03

Fodas h· que um homem n„o esquece jamais. No seu leito de morte, essas fodas h„o-de assomar-lhe ao espÌrito, arrebitando-lhe o engelhado nabo pela vez derradeira. PorÈm, n„o s„o mais de trÍs ou quatro. ¿s outras, espera-las a crueldade mansa do olvido.
Eu sou, como j· perceberam, um homem sensÌvel. E cada foda que cai no esquecimento dÛi-me c· dentro. Fico revoltado com o modo como funciona o nosso cÈrebro, que esquece traulitadas belÌssimas mas lembra-se de merdas que n„o interessam para nada, tais como o n˙mero do bilhete de identidade ou o nome de todos os nossos filhos. Por isso, inventei um estratagema que talvez possa ser ˙til ao p˙blico em geral, e divulgo-o hoje aqui.
Trata-se de um sistema de mnemÛnicas de foda. Todas as fodas tÍm uma caracterÌstica especial que as distingue das outras. Um balouÁar de tetas, um brado de ìenfia-me isso ‡ brutaî, uma esguichadela que se aloja caprichosamente numa das narinas e proporciona um momento de boa disposiÁ„o. Vamos a um caso concreto: ontem dei uma foda cujo traÁo distintivo e que melhor recordo foi a maneira como, a seguir, ela se anichou junto ao meu peito e me sussurou palavras de amor. Estou a gozar, evidentemente (e quem foi na conversa È roto). O que distinguiu esta foda das demais foi, sim, isto: com o calor que tem feito, o saco dos colhıes fica ao badal„o, indolente e apegadiÁo. Ainda ecoa nos meus tÌmpanos o som da colhoada a bater nas bochechas do cu. Uma espÈcie de ìchlap!, chlap!, chlap!, chlap!î Mentalmente, vou arrumar esta foda na letra S, de ìSaco dos colhıesî, e na letra C, de ìchlapî. Claro que o mais prov·vel È que me esqueÁa da foda na mesma, mas ao menos estive entretido.



publicado por Blogger às 22:22 | link do post

Um gajo do Expresso quis entrevistar-me. Isto colocou-me problemas de v·ria ordem. Primeiro, o gajo chamava-se Paulo Querido, que È um nome extremamente roto. Ele garantiu-me que n„o levava na bufa. E que, pelo contr·rio, o apelido se revelava um poderoso saca-mulas. Pelo sim, pelo n„o, exigi declaraÁıes de ex-namoradas atestando que haviam sido entaladas pelo gajo ‡ grande e ‡ francesa.
Segundo, entrevistas s„o coisa de roto. Um gajo a sÈrio n„o tem vontade nenhuma de fazer perguntas a outro gajo, a n„o ser as seguintes: ìViste as tetas daquela?î, ìImportas-te que coma a tua irm„?î e ìEst·s a falar comigo, paneleiro?î
De qualquer maneira, como sou um gajo muito seguro da sua masculinidade, alinhei na entrevista (que sai amanh„), mas contrariado. L· vai o Expresso reconquistar algum prestÌgio perdido ‡ minha custa, Û caralho...



publicado por Blogger às 00:48 | link do post

Quinta-feira, 26.06.03

… para mim um mistÈrio a existÍncia de estrangeiros. Gente que se exprime em lÌnguas b·rbaras, como subsiste? Pela minha parte, tenho a certeza de que me seria impossÌvel viver sem a palavra ìpachachaî. H· na pachacha uma delicada mescla de aprumo com deboche. O ribombar das sÌlabas no palato d· dignidade ‡ pachacha, mas a aliteraÁ„o dota-a de descontracÁ„o e brinquedo. Ou seja, a pachacha tem panache, acho. Na proposiÁ„o ìlevavas na conaî h· apenas ordinarice. Mas em ìlevavas na pachachaî h· promessa de chavascal galhofeiro ñ alÈm da ordinarice, que n„o È despicienda. A cona È circunspecta, a rata È plebeia, a crica È adolescente, a p·ssara È provinciana, o pipi È infantil. Mas a pachacha, meus amigos, a pachacha È tudo isso e mais ainda.



publicado por Blogger às 14:09 | link do post

Na Vis„o vem uma reportagem sobre os blogues. Os rotos do costume a falar das merdas do costume, caralho. Agora, o Meu Pipi n„o pode ficar indiferente È quando lhe fazem um broche linguÌstico em plena p·gina 85. O Meu Pipi n„o se emociona facilmente, mas, foda-se, que grande caralho È aquele JosÈ Manuel Fernandes! A ˙nica pessoa, atÈ hoje, a perceber bem a essÍncia do Meu Pipi. Diz esse larilas: ìApesar de ser preciso ter estÙmago para o ler, a p·gina tem uma ìarrumaÁ„oî interessante. AÌ est· uma coisa que nunca chegaria aos jornais ou a livro, mas tem lugar aliî.
Pois È. N„o È que este caralho acerta em todas? ComeÁa por definir o Meu Pipi: ìÈ preciso ter estÙmagoî. …, de facto, um requisito. Quem tem estÙmago grande È porque n„o anda a apanhar com nabos na bufa, que v„o empurrando os intestinos, que por sua vez retiram espaÁo ao estÙmago. Qualquer gajo que saiba o mÌnimo de anatomia, sabe disto. Logo, JMF afirma peremptoriamente: ìpara ler o Meu Pipi, tem de se ser gajo ‡ sÈria!î
(ok, eu sei que h· muitos rotos que c· vÍm, n„o vos quero ofender, mas convenhamos que isto aqui n„o È bem para vocÍs, caralho. Sim, porque quando eu falo aqui em dar na anilha, È a gajas).
Depois, JMF fala da ìarrumaÁ„oî disto. ìArrumaÁ„oî, como sabem, È um sinÛnimo para prateleira, ou seja, grandes pares de tetas. … disso que o Meu Pipi gosta ñ pelos vistos, o JMF tambÈm. Nada mal, para jornalista.
Para enterrar definitivamente a quest„o, JMF diz que o Meu Pipi nunca poderia sair em livro ou jornal. … Ûbvio! Quem È que compra jornais? Quem quer estar informado do que se passa no mundo. Ora, quem fode ‡ sÈria, n„o quer saber disso para nada. O mesmo vale para os livros, com a agravante de, n„o ami˙de, trazerem cultura. A cultura ñ e isto sabe-se ñ È, juntamente com o ciclismo, das ·reas favoritas dos rotos.
Por isso, o Meu Pipi manda um sincero chute nos colhıes do JMF. Bem-fodas!



publicado por Blogger às 14:07 | link do post

Anda aÌ tudo de cona aos saltos na blogosfera, por causa das entrevistas e do caralho que os foda a todos. O Meu Pipi foi a banhos (leia-se, encharcou-se em Distron) e agora diz aos leitores para irem ao blog deste roto e clicarem em vai uma dica? Aproveitem e ponham l· uns coment·rios a gozar com o tipo.



publicado por Blogger às 13:36 | link do post

Recebi por e-mail a carta ‡ SIC Radical que eu prÛprio escrevi. Houve um paneleiro qualquer que a copiou e mandou aos amigos, e agora anda na net. Soube atÈ que essa carta deu origem a uma petiÁ„o, para ser entregue aos cabrıes que tiveram a triste ideia de pÙr a puta da boneca a apresentar o notici·rio. Isto quer dizer o seguinte: os meus leitores alinham em tudo o que È merda. Gosto disso.



publicado por Blogger às 13:07 | link do post

Terça-feira, 24.06.03

Cona II

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publicado por Blogger às 23:34 | link do post

Realmente, esta blogosfera È um pardieiro. A propÛsito da chinfrineira Pedro Roto Duarte vs Rotos dos Blogues, fui chamado ‡ liÁa pelos Rabos Fedorentos, que comparam o Meu Pipi ao correio dos leitores do DNa, o que j· por si È ofensa bastante. O pior, no entanto, È insinuar-se que o Meu Pipi versa apenas sobre onanismo. … injusto. … redutor. … filhadaputa.
SÛ onanismo, meus senhores? O Meu Pipi traz a debate temas como: a foda, o minete, o broche, a punheta de mamas, a foda com velhas, o minete, a foda com gordas, o desmontar da mentalidade homossexual, o minete, a poesia da foda... Enfim, todo um enciclopedismo da javardeira que n„o se esgota na punheta. Informem-se, caralho.



publicado por Blogger às 13:56 | link do post

N„o gostam de sonetos? A cultura magoa a peidinha dos meninos? Ent„o tomem l· poesia conceptual, caralho.

Cona

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Pipi, Opus 4



publicado por Blogger às 00:32 | link do post

Segunda-feira, 23.06.03

Tenho andado aqui com uma d˙vida, caralho. Como È que È correcto dizer: ìfiz um minete ‡ Ondinaî ou ìfiz minete ‡ Ondinaî? A puta do dicion·rio da academia das ciÍncias de Lisboa n„o me elucida sobre isto (obrigadinho por nada, Û marrıes de merda). H· ou n„o h· obrigatoriedade de artigo indefinido?
A quest„o tem-me andado a preocupar. Estou inclinado para a segunda hipÛtese. Normalmente, o minete n„o È uma pr·tica com um fim. Faz parte, isso sim, de uma panÛplia de manobras que se usam no chavascal. Se estou a fazer uma tipa, sei quantas fodas lhe dou (pelas vezes que me venho), mas n„o sei quantos minetes lhe fiz. … uma merda que fui fazendo quando passei por l· a tromba.
Uns dir„o: ìsim, Pipi, mas a gaja veio-se com a tua lÌngua?î Talvez. Nesse caso, ser· ìumî minete? E se n„o se vier? Terei andado a fazer o quÍ, caralho? Outros equiparam o minete ao broche (sobre isso j· me referi em post anterior. V„o ler, caralho). Mas a quest„o È a mesma: se eu me venho na boquinha, a gaja fez-me um broche. Se passou l· a lÌngua sÛ para cumprimentar e depois meteu o mars·pio em paragens mais a sul, fez broche.
A definiÁ„o que gostava de propor aqui ‡ consideraÁ„o È a seguinte: diz-se ìfazer mineteî quando a lambuzagem È parte integrante de todo o acto fodal. Nessa altura, o fodilh„o dir·: ìdei-lhe uma foda e fiz-lhe mineteî. J· ìum mineteî, diz-se quando È episÛdico e serve para a gaja se vir. Assim, se um gajo est· a foder e falta-lhe o tes„o e tem de l· ir rezar, pode dizer ìfodi-a e fiz um mineteî.
O que È que acham, cabrıes?



publicado por Blogger às 23:57 | link do post

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